domingo, 22 de abril de 2018

5 dúvidas comuns e suas respostas sobre a declaração do IR 2018

A declaração deve ser feita por pessoas que acumularam rendimentos tributáveis superiores ao valor de R$ 28.559,70 em 2017, incluindo salários, alugueis, benefícios e pensões

O fim do prazo para a declaração do imposto de renda vai até o dia 30 de abril, mas muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que precisam declarar e quais despesas podem ser abatidas desse valor.
Para esclarecer essas e outras questões, separei algumas dicas que podem deixar o processo mais simples. Confira abaixo:
- Quem deve declarar o imposto de renda?
A declaração deve ser feita por pessoas que acumularam rendimentos tributáveis superiores ao valor de R$ 28.559,70 em 2017, incluindo salários, alugueis, benefícios e pensões. Também deve declarar quem ganhou acima de R$ 40 mil isentos, teve lucro com a venda de bens, negociou ações na bolsa, teve receita superior a R$ 142.798,50 em atividade rural, passou a morar no país em 2017 ou, até o final do ano, possuía mais de R$ 300 mil em bens, como imóveis e veículos.
- Preciso informar meus dependentes na declaração?
Em 2018, é necessário incluir o CPF de todos os dependentes com oito anos ou mais na declaração – no ano passado, o documento era obrigatório para crianças a partir de 12 anos. Em 2019, ele deve ser exigido de todos os dependentes, de qualquer idade. O valor da dedução de cada dependente é de R$ 2.275,08. 
- Quais itens podem ser abatidos do imposto de renda?
É possível abater despesas com educação e saúde, pagamento do INSS de empregados domésticos, gastos com dependentes, contribuições à previdência privada e pensões alimentícias. No caso da educação, são abatidos os gastos com a educação regular e cursos profissionalizantes, mas ficam de fora as atividades extracurriculares. Já com a saúde, são deduzidos os gastos com o plano de saúde, consultas e exames, assim como dentistas, psicólogos e terapeutas. 
- MEI precisa fazer a declaração?
Os microempreendedores devem enviar, até o dia 31 de maio, a Declaração Anual do Simples Nacional do MEI (DASN-SIMEI). Caso o empresário também tenha tido rendimento anual superior a R$ 28.559,70 em 2017 como pessoa física, ele deve fazer a declaração do imposto de renda. 
Dora Ramos — Especialista em Contabilidade, orientadora financeira e diretora responsável pela Fharos Gestão Empresarial (www.fharos.com.br).
Fonte http://www.administradores.com.br/noticias/cotidiano/5-duvidas-sobre-a-declaracao-do-ir/124520/

sábado, 21 de abril de 2018

Como lidar com a demissão: autora relata jornada e desafios

A demissão, embora frustrante, pode ser vista como uma oportunidade

Em qualquer época ou contexto, a demissão é uma experiência traumática. Geralmente associada ao fracasso profissional, perda e rejeição, é uma fase que muitos gostariam de evitar. No entanto, diante de um mercado de trabalho cada vez mais volátil e incerto, os profissionais precisam aprender a ressignificar a própria demissão e entender que a vida não se resume a trabalho — mesmo após duas décadas na mesma empresa.
Essa é a mensagem da jornalista e empresária Claudia Giudice, autora de Uma vida sem crachá (HarperCollins Brasil, 192 p., 2017, 2ª edição). Após 23 anos em uma das maiores empresas de comunicação do Brasil, tento passado por vários cargos e ocupando função de chefia, Claudia sofreu o mesmo destino de quase 13 milhões de brasileiros: foi demitida.
A notícia teve um impacto diferente, já que Claudia era responsável pela demissão de outros funcionários. Pela primeira vez, ela sentou do lado diferente da mesa. Todo o processo de aceitação e superação — não por acaso semelhante ao luto — é narrado em um blog iniciado poucas semanas após a demissão e no livro.
Em entrevista exclusiva ao Administradores.com, a jornalista fala sobre a antecipação de um projeto previsto para a aposentadoria e faz uma reflexão sobre as intensas transformações pelas quais as carreiras e profissões têm passado nos últimos anos. "Vivemos a era do pós-emprego. Não existem mais carreiras nem profissões eternas", conta. Confira abaixo a entrevista completa.
Administradores.com Como você se sentiu ao saber que havia sido demitida? Você já havia considerado essa possibilidade, já que contava com um "plano b"?
Claudia Giudice Eu fui surpreendida pela notícia da minha demissão. Não esperava. Falhei ao não saber ler os sinais. Eu era chefe. E como chefe deveria ter o conhecimento da listas das pessoas que seriam demitidas naquele dia. Eu não tinha, porque estava na lista. Como foi estúpida. Felizmente, eu já tinha um plano B. A minha pousada A Capela, em Arembepe, litoral norte de Salvador, tinha sido inaugurada em dezembro de 2012. Fui demitida em agosto de 2014. Ela era o meu plano B para a minha aposentadoria. Ela foi a minha salvação emocional e financeira.
Quando você decidiu investir em uma pousada na Bahia e por que você optou por esse mercado para empreender?
Decidi investir em uma pousada na Bahia no início de 2011. Sempre tive o sonho de ter uma pousada e nesta época conheci minha sócia, Nil Pereira, que era baiana e havia comprado uma casa perfeita para ser o endereço da pousada. A escolha desse mercado aconteceu por afinidade e prazer. Sempre gostei de viajar. Comecei uma pós em turismo. Sempre pesquisei muito sobre o assunto e achava que tinha um bom patrimônio pessoal para atuar neste ramo. Exemplo: gosto de gente, gosto de receber, tive experiências nesta área quando trabalhei na revista CARAS e atuava na Ilha e no Castelo da revista. Tinha uma rede de amigos e conhecidos muito grande. Já minha sócia é uma fera na produção de eventos. Nil é a melhor produtora da Bahia. Enfim, achei que tínhamos condições boas de trabalhar neste mercado.
Como é a sua rotina hoje? Você passa o ano inteiro na pousada? Trabalha apenas com esse empreendimento?
Eu me divido entre São Paulo e Arembepe. Tenho duas casas e uma rotina pouco rotineira. Estou onde a minha presença é mais necessária. Se temos muitos hóspedes e grandes eventos, como os casamentos e festas que realizamos em nossa pousada, venho para a Bahia. Se não temos, vou para São Paulo cuidar do meu filho, dos meus pais e dos meus negócios lá. Faço palestras, escreve no meu blog Claudia Giudice em a vida sem crachá e atualmente estou trabalhando do relançamento do meu livro A Vida Sem Crachá. Além da pousada, tenho uma loja de arte popular, Coisas da Ninoca, e viajo para fazer compras e conhecer artistas.
Você pensa em voltar a atuar no mercado da comunicação futuramente? Por que?
Não. Este mercado mudou muito. E no momento, acredito não haver mais espaço para um profissional com as minhas características. Tenho 52 anos. Uma carreira construída na era da pedra da comunicação digital.
O mercado hoje é cada vez mais volátil e incerto — mesmo quem está no refúgio do setor público já sente que não há mais garantias de estabilidade. Você acha que a cultura do profissional brasileiro em relação ao mercado de trabalho evolui com a mesma volocidade? Ainda é comum encontrar pessoas, por exemplo, que esperam trabalhar na mesma empresa até se aposentar?
Acho que não. Vivemos a era do pós emprego. Não existem mais carreiras nem profissões eternas. As transformações são constantes no mercado de trabalho e já são evidentes os sinais de que dezenas de profissões irão desaparecer nos próximos anos. A robótica e a inteligência artificial farão o trabalho de milhões de seres humanos. Os profissionais brasileiros começaram a perceber que nada será como antes na crise de 2014 e 2015.
Estamos diante de uma realidade onde muitas profissões devem desaparecer em breve por conta dos avanços tecnológicos. Como os profissionais devem se preparar para essa realidade: considerar uma mudança de carreira ou apostar em uma especialização na área onde já atua?
Acredito que as duas alternativas são importantes. Mudar de carreira ou ter um plano B é indispensável, até porque a vida ficou longa demais. Já estão entre nós os primeiros seres humanos que viverão mais de 150 anos. Isso significa que será possível realizar muitas atividades durante uma mesma vida. Chegamos à era dos profissionais pluriaptos. Ter muitos talentos e diferentes aptidões será a melhor ferramenta para enfrentar essa era de mudanças. E claro apostar na especialização é fundamental, especialmente para quem é jovem e trabalha com atividades que envolvem tecnologia.
A demissão é uma experiência geralmente associada ao fracasso profissional — mesmo que as razões sejam conjunturais. Como o profissional deve ressignificar a própria demissão? Ele deve esperar pela demissão para se preparar psicologicamente?
A demissão está associada a fracasso, falha, perda, rejeição. É sempre duro, muito duro. Sempre me preparei para esse momento, porque nunca achei que era eterna como um diamante. Mas quando aconteceu foi um susto. Foi terrível levar esse pé na bunda. Acho que o resignificado da demissão varia muito de pessoa para pessoa. Eu fiz a minha colocando o assunto na pauta. Falando publicamente sobre o que estava passando e sentido. Fez bem para mim e para outras pessoas. Percebi que falar sobre demissão era tão tabu quanto falar sobre câncer. Sobre a preparação, acho que o melhor remédio para uma demissão é ter um bom plano B engatilhado. E, claro, ler meu livro. Modéstia a parte, ele ajuda a enfrentar a dor.
Fonte http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/como-lidar-com-a-demissao-autora-relata-jornada-e-desafios/123503/

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Entenda de uma vez como funciona a logística para e-commerce


logística de um empreendimento consiste no processo de planejar, executar e controlar a movimentação dos produtos, tanto dentro quanto fora da empresa, garantindo-se, assim, a entrega da mercadoria adquirida dentro do prazo informado. Por isso, independentemente do tamanho do negócio, essa gestão merece atenção.
A logística para e-commerce é tão importante quanto em uma empresa física. Isso porque a falha em alguma parte do processo de envio do produto pode significar a perda de um cliente e, ainda, o ganho de uma má reputação na sua plataforma e em sites de reclamação.
Então, se você tem uma loja virtual ou se pensa em abrir uma, continue lendo nosso post para entender o passo a passo de como funciona o processo de logística.
Boa leitura!

Controle de estoque

O controle do estoque é o primeiro passo para uma logística para e-commerce eficiente. Nesse sentido, é preciso analisar se o tipo de produto estocado precisa de algum cuidado adicional no seu armazenamento. Se se tratar de produto perecível, por exemplo, é preciso estar atento a questões como temperatura do ambiente, luminosidade e tempo máximo para permanecer estocado.
Além disso, é interessante manter uma diferença mínima entre o estoque existente e o que é oferecido ao cliente, já que não é bom para o negócio vender um produto e depois precisar informar que ele não está mais disponível. Esse tipo de situação dá a impressão de que o e-commerce é, no mínimo, desorganizado.
Para evitar conflitos como esse, o ideal é fazer um controle regular de todas as entradas e saídas, mantendo o inventário do estoque sempre atualizado. Esse controle permite ao empreendedor, ainda, acompanhar quais são os produtos com maior demanda e quais são os encalhados e que, portanto, precisam de uma promoção.

Embalagem da mercadoria

Uma parte do processo por vezes negligenciada pelos lojistas virtuais é a embalagem da mercadoria. Isso porque deve-se ter em mente se o tipo de mercadoria transportada precisa de algum tipo de proteção especial para que chegue ao cliente final em perfeito estado, pois escrever “frágil” pode não ser o suficiente.
Além disso, o cálculo do custo do transporte considera, entre outros fatores, o peso e o volume da mercadoria. Em razão disso, o ideal é que a embalagem seja a apropriada de acordo com cada objeto, para que não se pague além do necessário.
Por fim, como a embalagem é o primeiro contato do cliente com o produto adquirido, ela precisa representar adequadamente a marca e pode, inclusive, ser um instrumento de marketing.

Escolha da transportadora

Ainda que a transportadora se torne a responsável pela entrega, aos olhos do cliente, a responsabilidade é sempre do vendedor. Por isso, é preciso muito cuidado ao escolher uma transportadora, pois ela pode significar, em grande parte, o sucesso ou o fracasso do e-commerce.
Nessa escolha, é interessante levar em consideração se a transportadora conta com um bom sistema de monitoramento do transporte do produto, para que o empreendedor tenha a oportunidade de acompanhar todo o processo, desde a saída da mercadoria do estoque até sua entrega ao cliente.
Esse tipo de controle é fundamental para que se saiba se o prazo de entrega foi respeitado e para que se entre em contato com o cliente previamente, caso necessário.

Logística reversa

Mesmo com todos esses cuidados, pode acontecer de o cliente solicitar a troca ou a devolução do produto, o que é muito comum em compras pela internet. Nesse sentido, o e-commerce precisa estar preparado para oferecer ao consumidor meios de viabilizar isso, como disponibilizar no site um formulário de solicitação para um ou outro caso.
Além disso, é preciso checar com a transportadora a possibilidade de recolher os produtos ou se é preciso contratar um novo serviço. De todo modo, a loja virtual deve estar preparada para essa situação e agir da melhor forma possível perante o cliente, para que ele continue fazendo compras na sua plataforma.
A logística para e-commerce, portanto, deve receber bastante atenção por parte do empreendedor, na medida em que definirá o relacionamento com o cliente.
Fonte https://www.tecnovia.com.br/2018/04/09/entenda-de-uma-vez-como-funciona-a-logistica-para-e-commerce/

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Saiba como e por que obter o melhor custo de frete para sua loja virtual!


Obter o melhor custo de frete da loja virtual é algo fundamental, sobretudo, diante do avanço do e-commerce e das possibilidades disponibilizadas pela Internet, que mudaram o comportamento de consumo. De acordo com pesquisa realizada pelo We Are Social e o Hootsuite, 1,77 bilhão de pessoas realizaram ao menos uma compra na web em 2017. No Brasil, os números representam 45% da população.
Esses índices demonstram o crescimento da modalidade e, por isso, muitos empreendedores se aventuram para buscar seu market share online, mas só se destaca nesse mercado competitivo quem apresenta algum diferencial.
Nesse sentido, a logística de distribuição pode ser o principal diferencial nesse setor, com agilidade na entrega, prazos cumpridos e melhor custo de frete da loja. O objetivo deste post é mostrar as vantagens de reduzir o custo do frete da loja virtual e como a empresa pode fazer isso de forma eficiente. Confira!

Quais as vantagens de obter o melhor custo de frete da loja virtual?

Em uma pesquisa realizada pela comScore, o frete aparece como fator determinante para a efetivação de uma compra: 55% dos clientes norte-americanos finalizam suas aquisições online mediante frete grátis. Ou seja, utilizar essa estratégia para sua loja virtual pode ser imprescindível para:

Melhorar a visibilidade da marca

Promoções impulsionam a compra, e o frete da loja virtual deve acompanhar essa estratégia para aumentar as vendas e, com isso, a visibilidade da empresa e da marca nesse mercado tão competitivo da web.

Atrair e fidelizar clientes

Uma vez que o cliente obtém o produto, ele passa a reconhecer a empresa. Nas próximas compras bem-sucedidas, o consumidor também enxerga valor agregado, dado por meio de entregas rápidas e de baixo custo. Somado a fatores como um atendimento ágil e um relacionamento aprofundado, esse processo fideliza clientes e alcança o tão esperado Customer Success.

Aumentar o Ticket Médio

O frete mais barato pode ser associado a estratégias de venda que aumentam o Ticket Médio (valor de compra por cliente) da empresa. Isso representa um maior número de vendas e, como consequência, melhores resultados financeiros.

Como reduzir o custo de frete da loja virtual?

  • organize os dados financeiros da empresa, a fim de delimitar o valor mínimo possível de frete para cada venda e comparar o que a despesa com esse custo representa para a empresa (frete/faturamento = % de representação do frete);
  • aposte em parcerias com outras empresas que realizam a mesma rota ou planeje bem a carga para aumentar a taxa de ocupação do veículo e reduzir seus custos com frete;
  • tenha em mente que a otimização das rotas por meio de  agendamentos também melhora a produtividade na distribuição e, com isso, reduz o custo do frete da loja virtual;
  • reduza a frequência de coleta para aumentar o volume da carga em cada rota;
  • utilize estratégias que otimizam a logística de distribuição, como o Milk Run, Crossdocking e fluxo direto;
  • utilize o veículo adequado para a carga escolhida ou volume transportado;
  • calcule o peso cubado utilizando todas as variáveis: altura, peso e volume.

Quais as melhores estratégias relacionadas ao frete?

Algumas ações integradas podem melhorar as vendas, sendo satisfatórias para os clientes, sem prejudicar a liquidez do seu negócio:
  • escolha produtos específicos para dar o desconto do frete, que podem ser de um determinado setor ou itens não promocionais, por exemplo;
  • ofereça frete grátis a partir de um valor mínimo de compra;
  • reveja a logística de entrega dos produtos e calcule os seus custos;
  • para otimizar o processo de cálculo e garantir eficiência nas estratégias, utilize uma plataforma de gestão de fretes integrada ao e-commerce.
Uma plataforma de gestão de fretes é uma plataforma de auxílio à gestão logística das empresas que tem como vantagens um cálculo de frete mais eficiente e a possibilidade de executar o rastreamento dos pedidos e de receber um feedback pelas entregas.
Faça um planejamento cuidadoso, conheça bem o custo e a margem de contribuição de cada produto vendido, a fim de que os descontos de frete da loja virtual não prejudiquem o seu empreendimento.
Fonte https://www.tecnovia.com.br/2018/04/16/saiba-como-e-por-que-obter-o-melhor-custo-de-frete-para-sua-loja-virtual/?utm_campaign=divulgacao_do_post_saiba_como_e_por_que_obter_o_melhor_custo_de_frete_para_sua_loja_virtual&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

terça-feira, 17 de abril de 2018

Compliance: o filho da ética contra a corrupção

Definitivamente a cena de corrupção deixou de estar associada apenas ao setor público

A operação "Lava Jato" marca o início de uma nova era nas corporações brasileiras. Inegavelmente, seu efeito sobre as empresas teve como consequência um aumento nos controles contábeis e fiscais, nos fluxos internos, porém, ainda distantes do ideal, já que não temos regras padronizadas, essenciais para atingir a transparência e acabar com a corrupção no País.
Definitivamente a cena de corrupção deixou de estar associada apenas ao setor público. Por conta disso, a criação das áreas de compliance nas empresas passou a ser essencial para aumentar o controle sobre os fluxos internos de aprovação, com a finalidade de tornar as informações das empresas brasileiras mais transparentes e seguras. Mesmo assim, ainda é um processo intuitivo e de iniciativas isoladas. Falta um norte a seguir.
Precisamos evoluir para um modelo que seja padrão para Brasil, com regras claras de gerenciamento mais controlado. Um modelo confiável, como diversos outros já adotados em vários países. Já está pronto. Basta apenas que o governo brasileiro o adote como oficial.
As empresas, preocupadas com a transparência no volume de informações contábeis, precisam cada vez mais de ferramentas confiáveis para acompanhar seus processos e agir dentro da lei, que gerem um calendário fiscal seguro e que possam traçar um verdadeiro mapa de obrigações, organizando e atendendo às exigências. Compliance e tecnologia: Qual a relação entre eles? A SONDA te explica! Patrocinado 
Quando existem regras padronizadas e controladas com a ajuda do conhecimento e tecnologia toda a blindagem e compliance é mais garantido e seguro.
Rogério Borili — Vice-presidente da Becomex
Fonte http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/compliance-o-filho-da-etica-contra-a-corrupcao/124371/

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Saiba quais são os maiores desafios para o RH em 2018

Como os principais eventos e tendências em diversas áreas vão impactar as pessoas e exigir a atenção da área de recursos humanos

Os últimos 12 meses foram bem agitados no Brasil e no mundo. A reforma trabalhista desencadeou protestos em várias cidades e, mesmo depois de aprovada, ainda recebe críticas de juízes. Depois de dois anos de queda, o PIB brasileiro voltou a subir, embora a uma modesta taxa de 1%.
O empresário Joesley Batista, dono da JBS, entregou à polícia gravações de uma conversa suspeita com o presidente Michel Temer. A automação se intensificou no mercado de trabalho e o vírus WannaCry invadiu mais de 230 000 sistemas, sequestrando informações de várias empresas. Uma onda de denúncias de assédio sexual derrubou um dos mais conhecidos produtores — e “predadores” — de Hollywood.
Os próximos meses deverão ser igualmente turbulentos, por uma série de eventos, da Copa do Mundo na Rússia às eleições presidenciais no Brasil. Com o avanço da tecnologia, modelos de negócios que duraram décadas estão em xeque. Ignorar a transformação digital ou o impacto das redes sociais na reputação de uma empresa pode significar uma perda de mercado quase imediata. O destino das companhias nunca foi tão incerto e imprevisível. E esse é o “novo normal”. “Nunca mais haverá uma situação plenamente confortável para as organizações”, diz Silvio Dulinsky, líder para América Latina, Europa e Eurásia do Fórum Econômico Mundial. “Em ano de eleições, o RH precisa estar preparado para mudanças cada vez mais constantes. A instabilidade política e econômica no país vai continuar no médio prazo.”
Além do impacto político e econômico, é preciso estar atento às mudanças provocadas pela evolução da tecnologia e da própria sociedade — dos limites da privacidade individual à segurança da informação. “Sabemos que vai ser mais um ano desafiador”, diz Cristina Palmaka, presidente da SAP. Como em todo processo de transformação, as pessoas e a gestão estão no centro do sistema. “A coisa mais importante neste momento são os talentos para assimilar o conhecimento. E as três competências fundamentais para o profissional do futuro são criatividade, empatia e coragem”, afirma a executiva. Pelos desafios que vêm pela frente — alguns deles detalhados nas páginas a seguir —, essas três qualidades serão mesmo muito necessárias.
A RETOMADA DA ECONOMIA
Depois de oito trimestres consecutivos de retração, a economia brasileira finalmente dá sinais de melhora. Segundo projeções da OCDE, o clube dos países ricos, o PIB do Brasil deverá crescer 1,9% neste ano. Para 2019, a expectativa é ainda mais positiva: 2,3% de expansão. A Selic, taxa básica de juro, que chegou ao patamar de 14,25% ao ano no fim de 2015, caiu para menos de 7% ao ano — o menor índice desde 1997.
O desemprego, ainda que continue em nível preo­cupante, está em queda. A taxa de desocupados atingiu o pico de 14% em março de 2017, mas dali em diante começou a cair, até recuar para menos de 12% no último trimestre do ano, de acordo com dados do IBGE. Com a retomada do emprego, o consumo também volta, aos poucos, a se estabilizar. Do ponto de vista econômico, tudo indica que a pior fase da tempestade passou. “Finalizamos 2017 crescendo, com um aumento pequeno do PIB, mas, ainda assim, um aumento”, diz Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson, fabricante de equipamentos de telecomunicações. “A taxa de desemprego também deve ter uma redução. É provável que se mantenha estável, mas não haverá uma grande melhoria.”
Para Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, a previsão é mais otimista. Segundo ele, 2018 será o primeiro de uma sequência de oito a 12 anos de crescimento. “Em 2017 começamos a sair do fundo do poço, e 2018 é o ano da retomada”, disse o ministro num evento recente. A geração de empregos, no entanto, deve demorar a chegar aos patamares de meia década atrás. “Se você faz um regime, acostuma-se com o novo corpo”, afirma Antonio Salvador, vice-presidente de RH e sustentabilidade do Grupo Pão de Açúcar. Em épocas de vagas magras, o GPA trabalhou para elevar a produtividade — e conseguiu aumentar em 40% seu índice por pessoa. “Esse tipo de coisa não volta atrás.” O GPA já teve 170 000 funcionários. Hoje está com 140 000.
Apesar da cautela com que muitos especialistas veem a recuperação da economia, a maioria está mais otimista do que estava um ano atrás. “Muita gente acredita que este é um período de retomada, o que pode significar que, de fato, seja, porque a economia funciona por expectativa. Se a confiança aumenta, a economia acelera”, diz Roberto Aylmer, professor na Fundação Dom Cabral e consultor de desenvolvimento humano. O aquecimento pode significar a necessidade de aumentar salários e trabalhar a retenção. Para Antonio Salvador, isso deve ser uma preocupação constante, inclusive em tempos de crise. “Nunca paramos de falar em desenvolvimento de gente”, diz o executivo do GPA. Como resultado do trabalho contínuo, o engajamento no grupo varejista aumentou de 54%, em 2013, para 67%, em 2017. “Quando você investe em retenção e em redução de turnover, precisa investir em tudo. Foi o que fizemos”, afirma. Em 2014, a rotatividade de pessoal no GPA era de 47%. Em 2017, o índice caiu para 26%.
Mesmo com a melhora gradual da economia, há outros aspectos que deverão entrar na pauta dos executivos em 2018. “Não há como evitar que algumas empresas deixem de existir”, diz Dulinsky, do Fórum Econômico Mundial. Para ele, o que o Estado precisa fazer é garantir que os funcionários tenham uma rede de proteção e possam ser recapacitados para realizar outros trabalhos. “Isso se reflete na atuação do executivo de RH, que precisa fazer com que a empresa assuma o papel de confiança para os trabalhadores.” Seja como for, estamos diante de um impasse econômico: por um lado, há uma concentração inexorável de renda, que não deverá se reverter no médio prazo; por outro, a sociedade já não aceita mais a exclusão. “Existe uma pressão pela busca de modelos econômicos capazes de diminuir esse abismo social. Essa vai ser a principal questão da pauta econômica nos próximos anos”, afirma Dulinsky.
AS INCERTEZAS DA POLÍTICA
Não é exagero dizer que a eleição presidencial de 2018 será uma das mais imprevisíveis das últimas décadas. A começar pelo fato de que, agora, as empresas estão proibidas de fazer doações às campanhas eleitorais. A pulverização entre esquerda e direita e as manchas na reputação dos principais partidos, envolvidos em escândalos de corrupção, deixaram o pleito com muitas candidaturas indefinidas. “Embora haja eleição neste ano, nosso time de jogadores foi desclassificado. Até agora, todos os candidatos possíveis foram pegos no doping político”, diz Roberto Aylmer, da Fundação Dom Cabral. “Talvez surja um nome para mudar o que está acontecendo, mas, até agora, não há alguém novo com experiência política capaz de dar esperança de mudança.”
Com isso, o que pode acontecer é que, em vez de escolher uma pessoa ruim, tenhamos de escolher uma ainda pior. “Estamos céticos e cínicos com relação a uma mudança real”, diz o filósofo e economista Joel Pinheiro da Fonseca. “Nosso Judiciário está corrompido, estamos mergulhados em fake news e a sensação é que acabou a esperança. Todos foram para a rua, por um grande evento, que acabou em nada. Não vemos alternativas, não vemos sentido em protestar mais.” O desencanto, muitas vezes, leva à letargia. “Você vai se acostumando com notícias inaceitáveis. É impossível ficar em estado de alerta por tanto tempo”, afirma Aylmer.
O resultado disso é o aumento da volatilidade. “Esse ambiente político influencia a variação do dólar e, como a maioria dos componentes para nossos produtos vem do exterior, isso tem um impacto nos negócios”, diz Eduardo Ricotta, presidente da Ericsson. Nas últimas eleições, embora houvesse muita incerteza, havia também possibilidades. “Agora, pela primeira vez, vivemos um momento de total incerteza, inclusive de candidatos”, afirma Joel Pinheiro. Para ele, o caminho ideal para a estabilidade do país seria Lula concorrer e perder nas urnas. “Esse seria um resultado que todos aceitariam. Tirar de Lula a possibilidade de participar do pleito serve de pretexto para um dos lados dizer que as eleições são ilegítimas”, diz. “Se, por outro lado, ele concorrer e ganhar a eleição, seria chamado de ilegítimo pelo outro lado da população.”
Qualquer que seja o resultado, é ingênuo esperar por uma estabilidade no curto prazo. Dulinsky, do Fórum Econômico Mundial, estima que serão necessários mais dois anos, pelo menos, depois da posse do próximo presidente. Já Ana Lucia Caltabiano, vice-presidente de RH para a América Latina da GE, acredita que o resultado das eleições vai definir muito mais do que os rumos econômicos do Brasil — pode determinar também o nível de competitividade do país. Caberá ao RH estar preparado para mudanças cada vez mais constantes — e para embates mais acalorados, inclusive nas redes sociais. Essas ferramentas permitem o rápido compartilhamento de informações e, ao mesmo tempo, facilitam a polarização. “Uma das precauções que as empresas deveriam tomar é reforçar o código de conduta e informar os funcionários sobre o que é permitido ou não até nas redes pessoais, para evitar problemas que manchem a reputação da companhia como um todo”, diz Alexandre Marins, diretor de desenvolvimento de talentos da consultoria LHH América Latina.
OS AVANÇOS DA TECNOLOGIA 
Em 2017, a inteligência artificial passou a rondar as reuniões de executivos de empresas com mais frequência. Neste ano, ela passará a ser aplicada nos negócios mais intensamente, seja como uma vantagem competitiva, seja para detectar possíveis ameaças externas. Um aspecto preocupante desse cenário é que: 2018 deverá ser o ano que marcará os primeiros ciberataques com o uso da inteligência artificial, de acordo com uma previsão da empresa de segurança digital Avast, que apontou também um aumento de ataque em massa nos serviços que usam blockchain, tecnologia que garante a segurança em operações realizadas com criptomoedas como o bitcoin.
Diante do que aconteceu no ano passado com o WannaCry, vírus que causou estragos ao invadir milhares de sistemas corporativos e roubar dados, o foco de muitas empresas, principalmente as de tecnologia, é a segurança. “Esse é um pilar fundamental da companhia, nossa prioridade número 1”, diz Cristina Palmaka, presidente da SAP, que vende software de gestão empresarial. Outra prioridade da executiva é acompanhar as inovações. “É preciso ficar atento a novos modelos de negócios e à capacidade de reinvenção. Antes, vendíamos produtos e licenças. Agora, oferecemos serviços e soluções cada vez mais personalizados.”
Nas fábricas, a inteligência artificial já está presente de forma bem avançada. “Temos hoje um robô que tem a precisão de um fio de cabelo na fabricação dos aviões. E estamos capacitando os trabalhadores para dominar essa máquina”, diz Ricardo Santos, da área de comunicação corporativa da Embraer.
Apesar das discussões sobre os efeitos colaterais do avanço da automação no mercado de trabalho, nem todos temem essa ameaça. “Os robôs não vão acabar com os operários de fábrica. Em todos os lugares que usam tecnologia para aumentar a produtividade, as pessoas ganham mais e são gerados novos empregos”, diz Ana Lucia, da GE.
Companhias do setor de serviços também tentam acompanhar essa evolução. O grupo de educação Kroton criou uma vice-presidência de tecnologia e transformação digital. “Deixamos neste ano de trabalhar no organograma normal e passamos a atuar em células. Vamos abandonar a missão e a visão e passar a atuar com propósito e manifesto”, diz Fabio Sampaio de Lacerda, diretor de recursos humanos da Kroton. A mudança na forma de pensar dentro da companhia também se refletiu numa reforma no edifício onde fica a empresa, na Avenida Paulista. Com um ambiente mais despojado, o espaço, inaugurado em fevereiro, traz elementos digitais sem armários nem gaveteiros, com uma cafeteria moderna e um espaço para silêncio.
Este também será o ano que a tecnologia chegará, de vez, ao RH. No processo de recrutamento, por exemplo, ao buscar determinado profissional, há softwares que analisam as habilidades relacionadas com aquele cargo. Mas não somente isso. “Sabemos que pessoas que não se candidataram a nenhuma vaga nos últimos seis meses têm menos tendência a tentar uma nova vaga. Por outro lado, profissionais que estão há cinco anos numa empresa sem promoção são mais propensas a aceitar uma oferta”, diz Milton Beck, diretor regional para a América Latina do LinkedIn.
No GPA, com a adoção de novas tecnologias, o funcionário poderá acessar no celular as informações de seu holerite. A empresa também está investindo no uso da inteligência artificial e de robôs na área de gestão de pessoas. “No ano passado, tínhamos dez funcionários responsáveis por inserir e retirar empregados do plano de saúde. Era uma operação de guerra”, diz Salvador. “Hoje isso é feito por um robô.” Processos que duravam duas semanas agora são executados em horas. Para o executivo, o desafio do RH será descobrir o que fazer com os profissionais que perderam a função.
OS IMPACTOS SOCIAIS
Depois da enxurrada de denúncias de assédio e abuso sexual em Hollywood, mulheres de vários países vieram a público para exigir respeito. Mais do que isso: elas querem um tratamento igualitário com os homens — o que inclui, claro, a remuneração. Há muito o que melhorar nesse aspecto. No Brasil, segundo um levantamento da consultoria Catho, os homens ganham mais do que as mulheres em 25 das 28 áreas analisadas — em alguns cargos, a diferença é superior a 60%. “A questão não está relacionada ao percentual feminino nas empresas, mas à igualdade na liderança e no salário. Esse foi um tema recorrente no ano passado e continuará a ser em 2018”, afirma Milton Beck, do LinkedIn. Ele diz que não dá para esperar que a equalização dos holerites aconteça de maneira natural. “Isso levaria 50 anos. É importante ter ações específicas que foquem o problema.”
Há quem diga que a diversidade deveria ser trabalhada em níveis mais profundos — na inclusão e, principalmente, no pertencimento. “Não adianta ter funcionários diversos se essas pessoas não se sentem parte da companhia”, diz Beck. “E isso começa com o apoio da liderança, com o alinhamento aos valores e com a vivência.” De acordo com um estudo global do LinkedIn, 51% das empresas pesquisadas têm como foco a diversidade, 52% a inclusão e 57% o pertencimento. O assunto não pode ser encarado de forma superficial, como ainda ocorre com frequência. “Não é mais possível que as companhias adotem essa política apenas porque é o moralmente correto. Uma empresa que represente melhor a sociedade aumenta sua chance de desenvolver produtos e serviços mais adequados a seu público”, afirma Beck. 
Em outras palavras, um programa de diversidade não deve servir apenas para cumprir um papel social — ele tem uma função estratégica. “Sem um grupo diverso, não se consegue inovação. Quem faz a diferença dentro de uma companhia são os talentos”, diz Cristina Palmaka, presidente da SAP. No Brasil, a multinacional criou um programa pioneiro no setor de tecnologia para a contratação de autistas — atualmente, são dez funcionários com esse perfil. “Fizemos um trabalho desde o recrutamento e a entrevista até a incorporação desses profissionais”, afirma Cristina.
Outro tema que deverá continuar em alta em 2018 é o do combate à corrupção. Para os empregadores, a regra básica é educar e punir severamente. “O papel social da empresa passa por educar seus funcionários sobre questões como respeito, limites e ética nos relacionamentos interpessoais”, afirma Antonio Carlos Hencsey, líder de prática de ética e compliance da consultoria global Protiviti. Uma vez alinhados os valores com os funcionários e reforçada a comunicação sobre as diretrizes éticas, os abusos devem ser punidos, sem exceção.
A atuação justa da organização passa também por oferecer meios de denunciar anonimamente as irregularidades e de conduzir com profissionalismo as investigações para apurar os fatos. “Na GE, o sistema de compliance é bem abrangente. Todo mundo que vê uma coisa errada tem responsabilidade. Você não precisa ter provas. Se viu algo que o preocupou e quer relatar o fato, vamos analisar”, afirma Ana Lucia.
Para ela, há outras questões prementes na pauta dos executivos de RH. “Este é um ano para harmonizar os movimentos globais e estratégicos”, diz. Mais do que nunca, treinar o gestor para ser líder de pessoas será primordial em 2018. “Não há mais espaço para o chefe que atua pelo medo. A nova geração no mercado de trabalho não permite mais isso”, diz Ana.
Nunca foi tão importante a liderança neste ambiente em que vivemos. Lidar com jovens, com profissionais mais maduros e com pressões da sociedade exige também uma atuação mais forte do executivo de recursos humanos. 
Fonte https://exame.abril.com.br/negocios/saiba-quais-sao-os-maiores-desafios-para-o-rh-em-2018/

domingo, 15 de abril de 2018

O que empreendedores podem aprender com atletas para vencer?

6 ensinamentos do mundo dos esportes para o mundo dos negócios

Dar o pontapé inicial em uma empresa é um desafio tão grande quanto passar na peneira para ingressar no time de base de um grande clube de futebol. Muitos tentam, mas só 1, ninguém mais, será o Neymar. Cuidar da carreira de um jogador é como levar uma startup ao seleto clube dos unicórnios. 
Não é fácil. 
Começar no Santos e chegar ao auge sendo disputado por dois dos maiores clubes da Europa e do mundo não é pra qualquer um. Abrir um negócio na garagem de casa e transformá-lo num estrondoso sucesso mundial como, a título de comparação, o Whatsapp, também não.
Neymar começou no time da Vila Belmiro em 2009. O Whatsapp fez sua estreia nos celulares no mesmo ano. Em 2011, o Barcelona arrematou o passe do craque por, segundo o clube, 17,1 milhões de euros (as investigações depois sobre a transação elevaram o suposto valor para 57 milhões de euros). Em 2014, o Facebook comprou o aplicativo de mensagens por 19 bilhões de dólares. No ano passado, o Paris Saint-Germain pagou a multa de 222 milhões de euros para transferir o ponta-esquerda de Barcelona para capital francesa. 
As cifras milionárias, no caso de Neymar, e bilionárias, na aquisição do Whatsapp, têm em comum a dura realidade empreendedora para conquistá-las. Para se tornar um artilheiro e um dos jogadores mais admirados do planeta é preciso acordar cedo, vestir a camisa, treinar muito, ser obstinado, ter paixão pelo que faz, tomar muita rasteira, se levantar, acreditar, correr atrás do objetivo, contar com o apoio do time e da torcida, jamais desperdiçar as melhores jogadas e nunca, em hipótese alguma, desistir. 
Alguma diferença aí com sua rotina, caro empreendedor? 
De olho nos dois mundos, vem ganhando força nos últimos anos a oportunidade de unir a experiência dentro das 4 linhas com o ecossistema empreendedor transformando jogadores em investidores. A ideia é aproximar o aprendizado da vida esportiva ao campo dos negócios.
E a jogada vem dando certo.
Com um tempo médio de carreira de 10 a 15 anos, um astro do futebol acumula um patrimônio invejável, mas o final da história de muitos é conhecido - como se aposentam muito cedo e não fazem uma boa administração das boladas que recebem, terminam por queimar todo dinheiro sem pensar no amanhã. Pedro Boesel, sócio da XP Investimentos e piloto de Stock Car, indica que por volta de 50% deles entram em falência três anos depois de encerrar a carreira; 80% após cinco anos.
Construir uma nova vida empreendedora como mentor e anjo de startups vem se mostrando um caminho atrativo para muitos atletas que sabem o valor não só do capital, mas do prestígio que podem emprestar para ajudar a acelerar novos negócios.
Quando são revelados, os jogadores são apoiados por empresários (nem sempre do ramo do futebol) que investem e os orientam para construir suas carreiras até chegar a um grande clube. Depois que penduram as chuteiras, investir em startups é uma forma de fechar o ciclo, ajudando novos empreendedores com o capital acumulado com, literalmente, muito suor.
Assim como alguém apoiou seu talento lá atrás para que pudesse se tornar um grande atleta, seja comprando chuteiras, pagando o transporte ou ajudando a família, após encerrar a jornada esportiva chega a hora de devolver ao mercado parte do que conquistaram nos gramados, criando novos negócios, impulsionando a economia e gerando empregos. Antes investidos, agora são investidores.
O basquete americano está repleto de ex-jogadores fazendo cestas de três pontos em empresas nascentes de tecnologia. Kevin Durant, ídolo do Golden State Warriors e terceiro maior salário anual da NBA (R$ 190 milhões, incluindo patrocínios), tem um portfólio nada modesto de investimentos em startups digitais que incluem empresas como a Postmates e a Acorns.
Durant e Andre Iguodala, outra estrela milionária do Golden, construíram um estreito relacionamento com VCs, principalmente com Andreessen Horowitz, que os apresentou várias startups. Iguodala já armou jogadas com empresas como a Trumid, Thrive Global, Walker & Company e The Player’s Tribune.
A lista de investidores bons de cesta segue e é grande – LeBron James, Stephen Curry, Magic Johnson, Shaquille O’Neal; todos estes e muitos outros estão destinando parte da fortuna para comprar ações de empresas de tecnologia e participações em startups. Em outros esportes, a tenista Serena Williams, o jogador David Beckham e vários outros atletas engrossam o time de atletas-anjos. 
Por aqui, atletas brasileiros também já começaram a despertar para oportunidades de investimento em startups. O pentacampeão Edmílson anunciou no final do ano passado o Campeão, Programa Inteligente. A startup conecta consumidores com empresas parceiras do programa de fidelização. Ao invés de acumular pontos, os consumidores recebem de volta parte do valor da compra (cashback). O atacante Alexandre Pato investiu no Soccer-1, aplicativo que ensina os princípios básicos do futebol para treinar crianças e adolescentes.
Empreendedores têm muito a aprender com os atletas. A plataforma de crowdfunding ReadyFundGo listou seis ensinamentos do mundo esportivo que são inspiradores para quem não quer sair de campo derrotado.
Faço minha contribuição com a visão de quem tem dois sócios ex-jogadores profissionais de grandes clubes – Alex Dias, que jogou em times como São Paulo, Cruzeiro, Vasco, Fluminense, Saint-Ettiene e Paris Saint-Germain, e Roberto Gomes, que atuou, entre outros times, no Atlético Paranaense, Atlético Mineiro, Goiás e Atlético Goainiense -, somada com minha experiência como um ex-integrante da Tropa de Elite do Exército Brasileiro que também trouxe muito aprendizado da vida militar ao mundo dos negócios (leia meu outro artigo – 10 táticas militares para vencer a guerra empreendedora). 
1. Mantenha o Foco
Para chegar no ataque e marcar gol é preciso saber como alcançar seu objetivo. Com um time pequeno e um caixa magrinho, é fundamental planejar e não cair na tentação de tentar resolver tudo ao mesmo tempo ou se concentrar apenas no desenvolvimento do produto. Cuide do físico e da mente, controle as emoções, esteja pronto para as jogadas do adversário e nunca esqueça que o gol é sua meta. Foque.
2. Escolha o que Não Fazer mais do que o que Deve Fazer
É essencial identificar quais os talentos e potencialidades seus e do seu time. Saber dizer não é tão importante quanto saber dizer sim. Estabeleça prioridades e deixe claro aos atletas qual o papel de cada um para a jogada ensaiada dar certo. Lembre-se que em um novo negócio menos pode significar mais. 
3. Confiança, Autoconfiança e Resiliência
Esta é sine qua non. Se você não acredita no seu projeto, não crê em si mesmo e joga a toalha antes mesmo de entrar no octógono é melhor desistir da luta empreendedora. Ela é dura, não tenha dúvida. E somente os mais fortes, persistentes, confiantes e resistentes conquistarão a medalha de ouro. Só chega em primeiro quem tem fé cega no seu taco. 
4. Otimize e Gerencie sua Energia
Para ser um atleta de ponta é preciso ter muita disciplina. Ter uma vida saudável e regrada, praticar exercícios, dormir bem, beber água, ter uma boa alimentação e saber a hora de tirar um tempo para respirar são uma receita da qual um empreendedor também não deve abrir mão. Sua vida no escritório não pode ser uma esgotante maratona. Lembre-se sempre que você, o técnico, e seus executivos, os atletas, são os principais ativos do negócio. Sem vocês não tem time, não tem jogo. 
5. Curiosidade, Aprendizado Constante e Autorreflexão
Em um mundo em frenética e constante transformação, vence o empreendedor que lidera tendências e não o que copia modelos inovadores. Estude muito. Sempre. Mantenha você e seus atletas conectados com a bola que está rolando dentro e fora de campo. Estude o time adversário. Faça benchmarking. Aprenda a jogar em várias posições e esteja sempre pronto para mudar a si mesmo ou algum dos seus atletas de função. Implante uma cultura de autorreflexão para que todas compartilhem suas experiências, positivas ou negativas, e aprendam com seus erros. 
6. Falhar é Parte da Jornada de Sucesso
Tão importante quanto ser curioso e um eterno aprendiz é estar pronto, preparado para errar. Um atleta só consegue subir a barra depois de tentar um salto mais alto. É assim também na arena dos negócios. Tentar sempre. Desistir jamais. Vergonhoso é ter medo de arriscar e perder o jogo por WO.
E então? Pronto pra entrar em campo e suar a camisa? 
Lima Santos é CEO da 5xmais Holding Business, empresa de investimento em startups, e ex-integrante da Tropa de Elite do Exército Brasileiro
Fonte http://www.administradores.com.br/noticias/empreendedorismo/o-que-empreendedores-podem-aprender-com-atletas-para-vencer/123825/