sábado, 31 de agosto de 2013

A Sintaxe dos Cinco Sensos

Há pouco tempo, fui convidado para fazer uma palestra de 2 horas-aula na Aliança Metalúrgica S/A – uma das mais antigas e prestigiadas empresas do Brasil – sediada no Bairro do Jaçanã, em São Paulo. Direcionada ao pessoal-chave da Empresa, a palestra deu uma visão abrangente das técnicas do Método Cinco Sensos. Trata-se de uma metodologia imprescindível para construir e manter os eixos de produtividade e qualidade em uma empresa. Tem por objetivo principal reeducar os funcionários em prol da excelência empresarial. Para minha satisfação pessoal e profissional, a receptividade foi atingida e, posteriormente, as práticas foram realizadas. É importante registrar aqui um pouco de compreensão em sua sintaxe. – É como já escrevia o poeta Augusto Frederico Schmidt: “Eu te direi as grandes palavras, aquelas que se conjugam com as grandes verdades; e saem do sentimento mais fundo, como os animais marinhos das águas lúcidas”.
Como já se sabe, a globalização (sempre ela daqui para a frente em nossas vidas) pode nos instalar em um mundo indesejável, dominado pela lógica especulativa, o esquecimento do ser humano concreto, o desprezo pelo capital social, a destruição da ordem internacional e a consagração do capitalismo autoritário como forma despojada de segurança, sem necessidade de maiores explicações. Entretanto, o desafio está aí. O Pão de Açúcar não vai sair lá do Rio de Janeiro! – Como podemos reverter as tendências negativas da globalização em tendências favoráveis? – Podemos aproveitar as oportunidades dessa globalização para criar crescimento, prosperidade  e justiça social? – Acredito que sim, por mais difícil que seja o esforço. A pobreza não cria mercado; o melhor investimento é acabar com ela.
A sistematização do Método Cinco Sensos ensina como fazer a pobreza sumir, pois o Método ajuda – e muito – a fazer sumir os riscos ocupacionais e ambientais, responsáveis por tanta indigência material e mental. É básico que se trabalhe, de maneira eficaz, na redução dos desperdícios em todas as nossas atividades.
Mas, o que vem a ser Senso? – Senso é algo que sai de dentro para fora do ser humano. – É quase o mesmo que bom-senso; melhor dizendo: é a cabeça para pensar, o coração para sentir e as mãos para fazer. Implica em mudanças de hábitos e de assimilação de novos paradigmas, pois é preciso combater os desperdícios. Só o que se desperdiça de alimentos no Brasil daria para alimentar cerca de 20 milhões de brasileiros que ainda passam fome. O Brasil desperdiça, por ano, alimentos no valor de US$ 9 bilhões; quase 25% da água pronta para consumo é desperdiçada com vazamentos e má utilização; nas construções civis perde-se 1/3 do material comprado e, em nossas casas, desperdiçamos 20% dos alimentos que compramos nas feiras e nos supermercados, conforme dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Vivemos melhor em um ambiente econômico, organizado e limpo. Entretanto, é preciso fazer com que “as grandes palavras – aquelas que se conjugam com as grandes verdades” do poeta Schmidt – fiquem gravadas, indelevelmente, no disco rígido de nossas mentes!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Neolog estende solução de gestão logística com uso de mobile

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A Neolog, especializada em softwares para torre de otimização e controle logístico, lança o Cockpit Mobile, plataforma de mobilidade agregada às suas soluções. Trata-se de um sistema que opera por meio da integração de smartphones com o Cockpit Logístico - software para Torre de Otimização e Controle da empresa.

A partir do planejamento das viagens, o Cockpit Logístico oferta a carga à transportadora ou ao condutor, que aceita ou recusa a proposta. Após o sinal positivo, o plano de transporte pode ser acessado diretamente no celular do motorista, que passa a visualizar sua rota e programação de entregas. O embarcador segue a viagem e recebe em tempo real a confirmação das entregas, com assinaturas digitais do comprovante de entregas.

“Com o Cockpit Mobile, o usuário passa a contar com uma valiosa ferramenta no monitoramento da atividade, garantindo o nível do serviço oferecido. A diferença disso para um rastreamento convencional por GPS é que os dados são retroalimentados na aplicação, de modo que se aumente a precisão das programações futuras para rotas similares”, diz Danilo Campos, diretor da Neolog.

Como descobrir se você está sendo chato

Entenda as principais características ligadas à chatice e evite ser um estraga-prazeres

Inconveniente, repetitivo, dono da verdade e irritante. São essas as principais características do chato, segundo o “Tratado Geral dos Chatos” (Civilização Brasileira). Considerada a bíblia do assunto, a obra escrita por Guilherme Figueiredo em 1960 descreve todas as variações da chatice, “qualidade” que, não à toa, tirou sua denominação de um parasita capaz de causar irritação e incômodo nas partes íntimas do homem.
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Devido a um mecanismo de compensação do cérebro, chatos não percebem quando estão sendo desagradáveis

Daí a associação com aquela pessoa impertinente, que não sabe se comportar no convívio social. “O chato é pouco sensível ao entorno, ao próprio ambiente, então não percebe sua inadequação”, pontua Denize Rubano, professora Faculdade de Psicologia da PUC São Paulo.
Pessoas inconvenientes sempre existiram. As roupagens é que mudam com o tempo, conforme explica o psicanalista Raymundo Lima, professor do Departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e estudioso da obra de Guilherme Figueiredo. O clássico e inocente “chato de galocha”, por exemplo, mostra o aspecto cultural de sua época: era aquele sujeito que não tirava as galochas molhadas para entrar nos locais. Molhava tudo e irritava as pessoas.
Há chatos menos datados na lista de Figueiredo. É o caso do “chato-etílico”, que se revela depois de alguns goles. Fã de pegadinhas, o “chatimbanco” adora puxar a cadeira quando você vai sentar. Já o “existenchatista” não precisa fazer nada. Basta a sua presença para chatear os demais. A lista do livro é extensa e não são necessárias explicações pseudocientíficas para reconhecê-los. O dia a dia é um observatório deles.
Desculpe se estou sendo chato
Falta de educação pode ser um forte indício de chatice. “O chato quase sempre invade a privacidade do outro e o deixa constrangido”, descreve Lima. Por isso afasta as pessoas. “Lá vem ele”, é comum escutar antes de uma rodinha de gente se espalhar. Mas uma cena dessas 
não inspira pena. Isso porque “o chato nunca se chateia”, como garante Figueiredo.
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Chatos falam demais e ouvem pouco

Os chatos são pessoas que não têm os limites claros. “Falam muito perto, pegam o tempo todo no outro enquanto conversam, abrem a geladeira na casa de alguém que mal conhecem. Ou seja, ultrapassam os limites”, resume Liliana Seger, coordenadora do Ambulatório dos Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas.
A chatice também está ligada aos comportamentos extremos. “Uma pessoa que não tem humor é chata, mas fazer gracinha o tempo todo também é muito chato. Tudo que é totalmente introspectivo ou extrovertido corre o risco de ser chato”.
Para Liliana, o chato não se dá conta que está sendo inadequado porque o chateado não é assertivo o suficiente para sinalizar o problema. Outro motivo pode estar relacionado a uma crise eufórica. “O cérebro produz uma sensação prazerosa nesse momento. E o chato entende que ele foi agradável, não o contrário”, completa Raymundo Lima.
“Eu sou assim”
A voz, os gestos e o modo de se relacionar dão pistas sobre o grau de importunação dos chatos. São normalmente politicamente incorretos. Fazem piadas inapropriadas com minorias. O intelectual também dá seus sinais de chatice, pois só fala de ideias e tem dificuldade de relaxar.
A repetição é uma característica fortemente ligada à chatice, como os casos de transtorno obsessivo compulsivo: aqueles que acumulam entulho em casa ou lavam as mãos a cada minuto. “Toda doença neurótica costuma ser chata”, diz o psicanalista Raymundo Lima.
O chato convicto aprendeu a viver de sua própria maneira e não sabe viver de outra forma. “Pelo lado da psicanálise, é triste notar que eles desenvolveram um traço de caráter, de personalidade, que é difícil de ser removido pela própria pessoa ou pelo meio social”, lamenta Lima. O chato desenvolve esse maneirismo e se beneficia disso na medida em que se acomoda. É esta a sua marca: “eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim”.
Mundo chato
Entre as definições antigas, o chato é uma pessoa que fala quando deveria escutar: ele é egoísta, fala de forma compulsiva e nunca pergunta como o outro está.
Raymundo Lima vê esta atitude arrogante se acentuar na era moderna. “As pessoas se sentem muito no direito e pouco no dever, como se estivessem autorizadas a cometer o que bem entendem”, observa.
As novas tecnologias também fornecem novas armas aos chatos. Eles podem encaminhar um monte de correntes e histórias falsas, por email ou pelo Facebook. E quer coisa mais inadequada do que disputar a atenção de alguém com um celular? “Hoje o chato é dotado de outros recursos para exercer sua chatice. A tecnologia surge muito rapidamente, os comportamentos e as relações entre as pessoas têm mudado, sem uma ética própria”, alerta Denise.
O jornalista e humorista Apparício Torelly, que ficou conhecido como Barão de Itararé, costumava dizer que o mundo é redondo, mas está ficando muito chato. Lima concorda. “Com o avanço da modernidade líquida, em que tudo é volátil, as relações perdem consistência. As pessoas ficam com medo de ser preteridas, quando uma boa relação não pode ser burocrática, cheia de sinais amarelos. Ela vale um monte de pequenas transgressões”, diz.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ativa Logística é destaque no setor farmacêutico

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A Ativa Logística, operadora especializada no setor nos segmentos de medicamentos e cosméticos, investe continuamente em melhorias dos processos de segurança e armazenagem dos produtos transportados. Com índice de 98% de eficiência em todas as operações e pontualidade nas entregas, a empresa conquistou vários prêmios. Hoje, 41% dos mais de 700 clientes atendidos pertencem ao segmento e 35% das quase 9 mil toneladas movimentadas mensalmente são provenientes desses clientes.
A operadora atende a todas as normas sanitárias da Anvisa. Além disso, tem modernos equipamentos de gerenciamento de risco, que garantem o rastreamento de 100% da frota, e uma equipe de profissionais qualificados e especializados no mercado de produtos farmacêuticos. Todos os ambientes de armazenamento são monitorados 24 horas por coletores de temperatura e umidade, garantindo a integridade e a qualidade dos produtos. O cuidado e a atenção com todo o processo de transporte foi o principal motivo pelo qual o Grupo FQM optou pelos serviços da Ativa Logística.
A empresa transporta os produtos do Grupo FQM para todo o país. “Depois de uma parceria formada entre transportador, empresa e cliente, conseguimos reduzir o tempo das entregas e tivemos maior flexibilidade nas negociações. A Ativa nos trouxe mais segurança com a assertividade de seus serviços”, comenta a coordenadora de Pós-venda do Grupo FQM, Caila Correa.

Manifestações se refletirão no ambiente de trabalho, diz futurista Rosa Alegria

por Fabiano Lopes

A figura do chefe, que dá ordens o dia todo, está com os dias contados em razão da busca pelo protagonismo das futuras gerações. O RH também sofrerá alterações: precisará olhar as pessoas não como recursos, mas como valores humanos. As previsões, feitas a partir de análises e observações, é da futurista Rosa Alegria. Longe das bolas de cristal e embasada pela ciência, a pesquisadora falou com o CanalRh sobre como as mudanças da sociedade brasileira impactarão o futuro. As manifestações que lotam as ruas do País transformarão também a forma como pessoas e organizações se relacionam, aponta a especialista.

Graduada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Estudos do Futuro pela Universidade de Houston (EUA), especializada em foresight estratégico e consultora internacional, Rosa participa de uma série de projetos internacionais, como o Millennium, da World Federation of United Nations Associations (WFUNA), o Conselho Internacional da plataforma Ethical Markets, criado pela economista e futurista Hazel Henderson, e o Núcleo de Estudos do Futuro (NEF) da PUC-SP, do qual é vice-presidente e cofundadora.

Parece até uma atividade meio etérea, mas não é. Uma das poucas futuristas do Brasil, Rosa faz projetos estratégicas nessa área para grandes corporações nacionais e internacionais, como Du Pont, BASF, Banco do Brasil, Natura, Cargill e Volkswagen. Nesta entrevista ao CanalRh, a futurista fala sobre a necessidade de mudança de postura do RH, que precisa colocar o ser humano como objeto de suas ações, além da necessidade de ele se preparar para lidar com as novas gerações. A especialista fala ainda sobre o anseio dos jovens de terem mais autonomia e liberdade no ambiente de trabalho, o que provocará mudanças profundas nas empresas.

CanalRh: O que é ser uma futurista?
Rosa Alegria: Futurista é o profissional que auxilia pessoas e organizações a lidarem com mudanças. Não fazemos previsão e não temos relação com as ciências ocultas. É uma profissão científica. Por meio de informações e análises ajudamos a antecipar fatos, o que é essencial para as empresas se planejarem.

CanalRh: O que é necessário para ser um futurista?
RA: Não existe uma graduação específica sobre o assunto, mas há alguns cursos de mestrado e doutorado no mundo. Mesmo assim, não é preciso ter uma formação acadêmica para se dedicar ao tema. O profissional que quer trabalhar com a prospectiva estratégica tem de ser capaz de perceber no dia a dia os sinais da mudança e de olhar sempre adiante, ser inquieto e curioso, saber fazer relações e projeções e ter um radar aguçado. Atualmente somos pessoas raras. Existem poucos futuristas no Brasil e no mundo. Em nosso País, destaca-se o Núcleo de Estudos do Futuro (NEF) da PUC-SP; globalmente os EUA são os mais relevantes, seguidos pela Inglaterra, Finlândia, Alemanha, Portugal e Austrália.

CanalRh: Desde junho, o Brasil tem sido palco de uma série de manifestações. Elas começaram pela luta pela redução do preço da passagem do transporte público, mas rapidamente os temas que as originaram se expandiram. Foi possível prever que as pessoas sairiam às ruas brasileiras?
RA: Apostávamos que, em algum momento, a sociedade brasileira se levantaria em razão de alguma carência. Porém, não vi nenhum estudo que indicasse que isso estaria acontecendo agora. Foi uma surpresa que veio para quebrar essa imagem de que o brasileiro é cômodo, que há anos vem sendo repetida.

CanalRh: As manifestações têm prazo de validade? Elas estão próximas do fim?
RA: Não acho que elas vão parar. As manifestações demonstram uma nova forma da sociedade se relacionar com o poder. É algo que já estava acontecendo em outros países, como Egito e Turquia. As pessoas saíram às ruas e conseguiram mexer em coisas importantes, que se fosse de outra forma não aconteceriam. Está dando certo e as pessoas continuarão nas ruas.

CanalRh: O que explica as manifestações?
RA: O sentimento de exaustão. A sociedade está se sentido exaurida pelas empresas e governos, que não estão trabalhando para o ser humano. Não é mais concebível que empresas tenham lucros dezenas de vezes maiores que o Produto Interno Bruto (PIB) de um país, assim como não se tolera mais nações que têm crescimentos econômicos absurdos, mas voltados apenas para um seleto grupo de pessoas. A economia não está trabalhando a favor da humanidade. Além disso, as pessoas estão mais engajadas e, graças às redes sociais, possuem mais informação.

CanalRh: O que isso muda para as empresas?
RA: Algo que chama atenção das manifestações é a falta de líderes. Diferentemente do que aconteceu em outras épocas, todos são protagonistas. O mesmo deve acontecer nas empresas. As futuras gerações não vão querer um chefe as orientando, vão querer também protagonizar. Há uma quebra nesse modelo vertical das companhias e uma busca pela horizontalização. Esses jovens não vão querer repetir nossos passos e isso será um grande desafio para as corporações.

CanalRh: Além da liderança, que tipo de mudanças essas gerações devem buscar?
RA: Há um processo de fortalecimento da autoestima do indivíduo em relação às empresas. Antigamente, conhecíamos as pessoas pela empresa em que trabalhavam. Por exemplo, “X” era da Coca-Cola e “Y” da Unilever. Havia um valor ligado às organizações que não existe mais. Aquele funcionário que veste a camisa da empresa, que a defende a qualquer custo, não é mais realidade. As pessoas querem vestir suas próprias camisas e querem trabalhar em companhias que tenham visão de mundo semelhante às delas. Não adianta mais apenas pagar um bom salário, as empresas tem que se preocupar em como se posicionam no mundo. O acesso à informação também deve mudar a forma de relacionamento entre as pessoas e as empresas. Atualmente, se pode saber com facilidade sobre como é o dia a dia da companhia e quais são suas políticas internas, isso pode atrair ou afastar talentos.

CanalRh: As pessoas estão buscando empresas mais éticas?
RA: A lei anticorrupção recentemente aprovada pelo governo brasileiro é um sinal que essa preocupação faz parte da agenda atual da sociedade. Agora as empresas como um todo podem ser responsabilizadas por casos de corrupção. As companhias precisam no momento resgatar a confiança das pessoas e essa lei mostra isso. Aliás, confiança pode ser o grande valor do futuro. Atualmente, há muita hipocrisia nas corporações. As empresas que querem conquistar corações e mentes terão que assumir a responsabilidade social de verdade e, para isso, não poderão fazer acordos ocultos entre si ou com o governo.

CanalRh: Qual a importância para os colaboradores da responsabilidade social?
RA: As empresas que não forem ativistas sociais vão perder bons talentos. As companhias que vão prosperar no futuro são aquelas devotas às causas sociais, que trabalham à favor das pessoas e não do lucro apenas.

CanalRh: Como lucrar trabalhando a favor das pessoas?
RA: É possível lucrar trabalhando de diversas formas: usando mão de obra escrava, com pessoas doentes, fazendo coisas proibidas e também agindo para o bem estar interno, contribuindo para que colaboradores estejam felizes e mais produtivos. Um exemplo de ação que precisa ser tomada nesse sentido é a questão das horas diárias de trabalho. É preciso redistribuir o trabalho, pois enquanto alguns têm jornadas exaustivas, outros não encontram trabalho. Vivemos em um mundo pós-moderno, mas o tempo gasto com o trabalho é da época da revolução industrial. É insano ficar mais de seis horas de seu dia trabalhando. É uma questão atemporal que só deve ser resolvida na próxima geração.

CanalRh: O que o RH deve fazer em relação a essas mudanças que estão surgindo?
RA: O RH precisa reorientar seu foco. Ele tem que valorizar o humano, não como recurso, mas como valor. O fator humano terá que ser a grande bandeira do RH. É preciso, inclusive mudar o nome da área, passando para Valor Humano. Não somos máquinas para sermos um recurso. O RH tem que olhar como a nova geração se relaciona com o trabalho e respeitar isso, trabalhando para a felicidade do colaborador.

CanalRh: Como isso se relaciona com a busca pela produtividade?
RA: Primeiramente, temos que nos perguntar o que seria ser produtivo. Isso é um conceito que tem relação a resultados e que no contexto atual está ligado exclusivamente aos dados financeiros. O que adianta ser produtivo e ficar doente? É preciso que esse conceito seja transformado a partir do bem estar e da felicidade. Esse sistema de gestão fossilizado no resultado tem se propagado a partir do sacrifício das pessoas. Hoje os colaboradores não são felizes no ambiente de trabalho. É preciso pensar no que temos que fazer para mudar essa realidade. Isso tem que ser feito fortalecendo a autoestima do colaborador.

CanalRh: Como a nova geração está se relacionando com o mundo do trabalho?
RA: A nova geração está colocando a liberdade como valor soberano em seu relacionamento com o trabalho. Essa geração quer ser livre. A liberdade vai representar uma série de mudanças, desde repensar a obrigação de se ir até o ambiente de trabalho, o fato de se ficar preso em uma sala o dia todo, a possibilidade de se expressar até a criação de sistemas próprios de avaliação. Isso tudo é o resultado da volta da autoestima ao ambiente de trabalho. Quem não se adaptar a isso terá sérios problemas, principalmente para reter talentos, e para lidar com essas alterações o RH será essencial.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Trechos norte do Rodoanel e Ferroanel de SP terão mesmo traçado

Acordo de R$ 332,8 milhões firmado pelo Ministério dos Transportes e o governo de São Paulo permitirá a sinergia
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Um acordo no valor de R$ 332,8 milhões assinado nesta quinta-feira (22/8) pelo ministro dos Transportes, César Borges, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, permitirá que o Rodoanel Norte e o Ferroanel Norte sigam o mesmo traçado. Estima-se que a medida resultará em uma economia de aproximadamente R$ 1,3 bilhão, além de reduizir o impacto social e ambiental das obras. O documento determina que serviços de terraplanagem, drenagem, proteção de taludes e aterros, entre outros, devam ser executados em uma única etapa para os dois empreendimentos.
O Governo de São Paulo alega que a alteração no traçado original do Rodoanel será pequena, já que a faixa de domínio é larga o suficiente para receber a rodovia e a ferrovia, lado a lado. O cronograma da obra deverá ser redefinido.
O Ferroanel contemplará a Região Metropolitana de São Paulo e interligará as regiões de Campinas, Vale do Paraíba e Baixada Santista. O empreendimento é dividido em em trecho Norte e Sul. O tramo Norte possui 52,75 km e será o primeiro a ser viabilizado. A publicação do edital está prevista para o início de 2014.
Já o Rodoanel Norte, que teve suas obras iniciadas em março deste ano, terá 44 km de extensão e interligará os trechos Oeste e Leste do Rodoanel. A previsão é que o Rodoanel fique pronto em 36 meses de obras.

A Hyundai inicia a montagem de Empilhadeiras à combustão no Brasil

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A Hyundai Heavy Industries Brasil inicia a montagem das Empilhadeiras movidas à GLP e diesel fabricadas pela gigante Hyundai Heavy Industries. A partir deste mês, a empresa passa a oferecer empilhadeiras com capacidade de 1.8 t até 3.5 t montadas aqui no Brasil.
O sistema SKD de empilhadeiras consiste na importação de partes semidesmontadas dos equipamentos, que são finalizados na fábrica da Hyundai heavy Industries Brasil em Itatiaia, no Rio de Janeiro. “Nosso objetivo é cada vez mais desenvolver nossa participação no segmento de empilhadeiras movidas à combustão e aumentar em 30% a participação da marca Hyundai no mercado. A previsão atual de montagem dessas empilhadeiras é de mil maquinas no ano”, afirma Marcos Mendes, gerente nacional da divisão de empilhadeiras da BMC.
Os modelos comercializados estão disponíveis em todo o país. O suporte técnico de pós-venda e manutenção dos equipamentos é garantido pela rede de distribuição da BMC-Hyundai, presente em todos os estados brasileiros, em oficinas com carros de serviços e estoque de peças. Mecânicos altamente competentes e qualificados estarão disponíveis para atender empresas de todo o Brasil.

Mentiras essenciais, verdades simples

Daniel Goleman escreveu um livro com esse título. Nada mais verdadeiro.
O que significam Mentiras Essenciais, Verdades Simples? Significa que sempre arranjamos mentiras para justificar nossas falhas, infelizmente, sem nos darmos conta do mal que isso nos causa.
“Pai, estou com dor de cabeça, por isso não fui à aula”, é o que o filho diz, porém, essa é uma mentira essencial. A verdade simples é que ele não foi por preguiça ou porque ficou até tarde da noite do X-box.
“Tenho um compromisso inadiável hoje nesse horário”, é o que falamos quando alguém diz que vai à nossa casa. A verdade simples é que não gostamos daquela presença.
“Então chefe, deu pane no sistema, por isso não terminei o relatório”, essa é a mentira essencial que o colaborador dá, porém, a verdade simples é que ele é enrolão mesmo.
“Veja bem, não é nada com você, mas, precisamos cortar custos”, é o que o diretor diz ao funcionário, porém, a verdade simples é que o funcionário é incompetente e não dá resultados, porque, para quem dá resultados, o chefe sempre acha uma maneira de ficar com a pessoa.
“Sou alcoólatra por que minha esposa me deixou (ou por que o pai era também)”. Mentira essencial, desculpa. A verdade é que a pessoa é alcoólatra e precisa de tratamento, e não de desculpas. Alguém precisa dizer isso a ela, preferencialmente antes do seu velório.
“Sou muito comunicativo, não tenho papas na língua”. Mentira, a verdade simples é que a pessoa é fofoqueira mesmo.
“Faço sempre o meu melhor, mesmo assim, não dou certo na vida”. A maior das mentiras, afinal, se damos o melhor, mas o melhor mesmo, com competência, comprometimento, resultados e tempo certo, não há como não se dar bem na vida.
E por aí vai. Vivemos arranjando mentiras essenciais. Não ficamos até mais tarde porque temos que ficar com a família. Imensa maioria das vezes, mentira! A verdade simples é que ou não vemos progresso na empresa que estamos e temos outros planos, ou, somos preguiçosos mesmo. O ideal, no primeiro caso, seria trabalhar incansavelmente no lugar onde estamos, para chegarmos aonde queremos. Simples!
“Ah, na empresa só cresce quem é parente do dono”. Mais uma mentira essencial para mascarar nossa falha na hora de terminar os estudos ou de se doar à empresa para que sejamos promovidos.
“A bola está murcha, por isso errei o gol”, de novo, mentira essencial, a verdade é que o cara é perna de pau mesmo, só não assume, ou seja, continuará perna de pau eternamente. Se assumisse, daria o primeiro passo na direção do gol.
“É que eu trabalho o dia todo, por isso não consigo retomar os estudos, na empresa é muito puxado”. Bem, é o que diz a pessoa que daqui alguns anos vai perambular na fila do banco de empregos, lutando para conseguir qualquer coisa que apareça, e, claro, que não precise de nenhuma formação. A verdade simples é que ela não estuda porque não quer, por preguiça, medo, vergonha da idade. 99% das pessoas que se dão bem na carreira trabalham e estudam, tudo ao mesmo tempo. Às vezes pode não ser um curso regular, uma faculdade “normal”, porém, elas dão um jeito, seja à distância ou periodicidade presencial menor do que a escola regular.
Na maioria das vezes, vivemos encontrando desculpas e mentiras que nos confortam, se bem que conforto não é uma boa palavra para o caso. Não existe zona de conforto, e, sim, de desconforto, pois cedo ou tarde notamos os prejuízos das desculpas e mentiras que arranjamos para ficar acomodados.
Mas, por outro lado, há pessoas que realmente não se dão conta das mentiras que criam. Como no caso de quem canta, e, pensa que agrada. Pode ser que seu ouvido esteja sendo conduzido pelo cérebro a realmente imaginar que é um Pavarotti, mesmo desafinando até no assovio.
Precisamos lutar contra essa criação de mentiras e desculpas que damos a nós e aos outros. Isso só traz prejuízos, males para nossa vida, e, no longo prazo, alguns tão grandes que se tornam praticamente irreversíveis.
Às vezes é difícil dizer ou aceitar a verdade. Como é que você vai dizer para a esposa que o vestido não está bonito? Ou, como vai dizer para sua melhor amiga que ela não está tão magra quanto pensa? Ou ainda, como dizer a verdade nua e crua quando alguém que você gosta muito comete deslizes graves? Bem, o que importa é que você precisa dizer a verdade, talvez, de um jeito menos agressivo.
“Amor, aquele vestido vermelho fica muito mais delicioso que esse laranja com bolinhas”.
“Amiga, essa calça, não que esteja apertada, mas, talvez tenha encolhido na hora em que lavou. Já não fazem mais calças como antes. Vamos trocar por outra?”. (essa é quase uma mentira essencial).
“Amigo (a), imagino que tenha suas razões, mas, e se da próxima vez fizesse diferente do que fez, de uma maneira mais correta, só para ver no que dá?”
Você e eu sabemos o quanto é difícil falar verdades simples, porém, é o que devemos fazer, procurando apenas uma maneira mais light de revelá-las, com a certeza de que não criaremos mentiras nem desculpas.
Quando a questão for pessoal (nossa), devemos assumir as verdades e pronto. Tenho que parar de arranjar mentiras e desculpas e partir para solucionar o que precisa de solução, simples desse jeito. Para as outras pessoas, se nos derem espaço, o ideal é que façamos o mesmo. Se não nos derem brecha, vamos “comendo pelas beiradas”, até que compreendam.
Minha missão na vida é ajudar as pessoas a se darem bem na vida, principalmente na carreira. Nesse caso, preciso dizer verdades simples pra você, para que não seja prejudicado pelas mentiras essenciais, meu campeão, minha campeã. Torço para que entenda e mude o que tiver de mudar.
Grande abraço, fique com Deus, sucesso e felicidades sempre.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Empresários do Japão querem participar de concessões de portos e ferrovias do Brasil

Experiência japonesa na implantação linha férreas poderá ser usada na expansão da rede no País
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Empresários do Japão estão estudando a possibilidade de concorrer às concessões de logística, principalmente nas áreas de portos e ferrovias, que o governo deve lançar nos próximos anos. O assunto foi abordado na última terça-feira (20/8) entre a presidente Dilma Rousseff e empresários japoneses e brasileiros durante a reunião do Grupo de Notáveis do Comitê de Cooperação Japão-Brasil.
“A proporção do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro que é dedicado à logística em relação ao Japão é grande, o que significa um problema, mas também uma oportunidade para os japoneses participarem nesse processo das ferrovias e portos”, avaliou diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira, que esteve no encontro.
O líder do grupo de notáveis e vice-presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Carlos Mariani Bittencourt, afirmou que a experiência japonesa na implantação de ferrovias poderá ser usada na expansão da rede no Brasil.
“Os representantes japoneses deram a conhecer que eles têm desejo de participar no desenvolvimento da nova rede de transportes. Eles citaram a experiência japonesa em termos de desenvolvimento de redes ferroviárias, como no caso da Rússia, em que o Japão está desenvolvendo um novo sistema de rede. E a presidente estimulou os empresários japoneses a virem e aplicar os mesmos princípios, a mesma competência que está utilizando na Rússia e na Índia aqui no Brasil, casado com o melhoramento dos portos”, disse Bittencourt.
Brasileiros e japoneses também discutiram oportunidades de investimentos na exploração de óleo e gás, inclusive no Campo de Libra, e na formação de profissionais, por meio do Programa Ciência sem Fronteiras.
O Campo de Libra, na camada pré-sal, a 160 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro, foi descoberto pela Petrobras em 2006 e tem produção estimada entre 8 e 12 bilhões de barris de petróleo.

Força Aérea dos EUA expande comunicações táticas com satélite Boeing

Unidade Wideband Global SATCOM servirá Departamento de Defesa Americano e parceiros internacionais, como a Força de Defesa Australiana
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Com o lançamento do sexto satélite WGS (Wideband Global SATCOM), a empresa Boeing e a Força Aérea dos Estados Unidos seguem expandindo a rede de comunicação WGS, que serve o Departamento de Defesa Americano e seus parceiros internacionais, entre eles, a Força de Defesa Australiana.
“A demanda por comunicações via satélite de banda larga continua crescendo”, comenta Craig Cooning, vice-presidente e diretor geral da Boeing Space & Intelligence Systems. “O WGS-6 e o veículo espacial WGS, ainda a ser lançado, ajudarão a atender essa demanda”, diz.
A bordo de um foguete Delta 4 da United Launch Alliance, o WGS-6 foi lançado da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida, costa leste dos Estados Unidos. Em menos de uma hora depois, os controladores confirmaram que o satélite já estava em operação.
Este é o segundo WGS lançado este ano. O primeiro foi o WGS-5, realizado em maio. Os satélites WGS oferecem comunicações nas bandas X e Ka, utilizando feixes pontuais moldáveis e direcionáveis com base nas necessidades do usuário.

E-mail elegante

por Arthur Chioramital

O e-mail se configurou como a principal ferramenta de comunicação do nosso tempo. Principalmente no mundo corporativo. Mais do que telefonemas ou textos impressos, é via correio eletrônico que se dá grande parte do fluxo de dados. O volume descomunal de mensagens - bilhões de e-mails são enviados todos os dias no mundo - fez acender uma luz amarela nas empresas: até que ponto essa comunicação é efetiva e qual o impacto dela na produtividade das equipes? “Pesquisas apontam que as pessoas gastam até três horas do seu dia de trabalho checando e respondendo e-mail. É muito tempo”, diz Pedro Neto, gerente de Business and Process Excellence (BPEX) da Whirlpool Latin America. Neto lembra que 61% das 144 bilhões de mensagens que circulam diariamente foram consideradas não essenciais.

Diante desses dados, a preocupação da Whirlpool é evitar que os colaboradores dediquem mais tempo do que o necessário ao correio eletrônico. Por isso, a multinacional incentiva o estabelecimento de horários específicos para enviar e receber mensagens. “Ao definir que vai checar e responder e-mails uma vez a cada hora, por exemplo, a pessoa consegue manter o foco na atividade que está realizando, ao invés de parar a cada cinco minutos para acessar a caixa de entrada e checar se existem novas mensagens”, explica Neto.

Fernando Poyares, superintendente de Comunicação Corporativa da Unimed Seguros, recomenda que antes de escrever uma mensagem a pessoa se pergunte que tipo de informação deseja transmitir, a quem ela interessa e se o e-mail é a melhor forma de fazer isso. “Se a mensagem for para uma única pessoa ou precisar de um retorno urgente, vale mais a pena usar o telefone”.

A Unimed possui um código de conduta que inclui orientações sobre uso da informação que é entregue no momento da contratação. O conteúdo desse código é revisado anualmente por meio de reciclagens obrigatórias. “Tentamos mostrar aos nossos funcionários que o e-mail só deve ser usado quando for a forma mais segura e eficiente de transmitir uma informação”, diz Poyares.

A escolha dos destinatários mais adequados é outro ponto a ser considerado na hora de passar um e-mail. O envio de mensagens para pessoas que não precisariam tomar conhecimento de determinados assuntos é um dos erros mais comuns. “Estudos apontam que o índice de leitura de e-mails sobre de 4% para 10% quando as mensagens possuem um assunto que realmente interessa aos destinatários”, afirma Viviane Paski, gerente de Marketing da Arcon, que atua na área de Segurança da Informação. “Nossos colaboradores são orientados a enviar apenas informações que sejam de interesse de quem vai receber a mensagem e, ainda, não tornar o envio recorrente”, diz Viviane. Outra orientação diz respeito ao visual das mensagens. “Deve-se evitar fontes muito desenhadas e os emoticons - eles tiram a seriedade da mensagem”, afirma.  

Não se trata de desencorajar o uso do e-mail no ambiente de trabalho. Em algumas situações ou processos é fundamental que a comunicação seja feito por meio de correio eletrônico. Na Concretta, rede de escolas profissionalizantes voltada para capacitação de mão de obra da construção civil, a orientação é "falar e formalizar". Depois de tratar algum assunto por telefone ou pessoalmente, é preciso formalizá-lo por e-mail. A precaução tem dois motivos: o e-mail serve como comprovação do acordado e informa todas as pessoas envolvidas com a questão. “Falar apenas não basta nas relações corporativas”, diz Sidney Bezerra, sócio da Concretta.

Dicas úteis

Mandar mensagens só quando realmente é necessário, escrever um texto objetivo, definir os prazos de resposta são algumas das regras básicas para o uso do e-mail corporativo.

1. Antes de enviar um e-mail, verifique se o assunto é relevante.

2. Avalie quem realmente deve receber a mensagem; inclua nos campos Para/TO  as pessoas que devem responder e nos campos Copia/CC as que apenas devem tomar conhecimento do assunto. 

3. Evite textos muito coloquiais.

4. Fique atente à pontuação e a escrita. Corretores ortográficos não são infalíveis e não avaliam a pontuação.

5. Elabore o texto de forma objetiva, com todas as informações necessárias evitar dúvidas e idas e vindas de e-mails.

6. Evite emoticons, fontes rebuscadas e cores exageradas. Prefira o uso das fontes Times, Verdana, Calibri e Arial.

7. Se estiver esperando alguma resposta ou informação, deixe claro no corpo da mensagem e informe a data limite para resposta.

8. Se precisar de resposta urgente, vale ligar para o destinatário e avisar que encaminhou um e-mail. Não é necessário entrar em detalhes, que já estão na mensagem enviada.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Infraero capacitará gestores de 119 aeroportos regionais

Serão ministrados cursos nas áreas de operações de aeroporto e de combate a incêndio; primeira turma iniciará curso em setembro
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A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) capacitará gestores de aeroportos regionais de 119 cidades do País para aperfeiçoar e desenvolver a aviação regional.
Os procedimentos de aprimoramento fazem parte de um acordo firmado nesta quinta-feira (22/8) entre a empresa e a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República. Contrato envolve cursos nas áreas de operações de aeroporto e de combate a incêndio.
A primeira turma do curso deve iniciar as atividades a partir de setembro. Até novembro, quando todos os grupos concluírem as atividades, serão 240 profissionais graduados para atuação operacional e 80 nas seções de combate a incêndio.
Também participarão das aulas outros profissionais envolvidos com a aviação civil, como servidores de secretarias estaduais e municipais que lidam com a aviação regional.
“Essa iniciativa é um marco que demonstra o andamento de ações efetivas desse grande programa de incentivo à aviação regional”, afirmou o diretor de Administração da Infraero, José Clóvis Batista Dattoli, que firmou a parceria com a secretária de Navegação Aérea da Secretaria de Aviação Civil, Clarice Bertoni.

Mercedes-Benz inclui novos modelos de caminhões no Programa Mais Alimentos

Programa de financiamento de caminhões do Ministério do Desenvolvimento Agrário prorrogou convênio com a montadora e incluiu os caminhões Accelo 815 e 1016, além do Atron 1319, médio bicudo da marca alemã
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A Mercedes-Benz acaba de anunciar a prorrogação de seu convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário para a habilitação de seus caminhões para as condições especiais de financiamento do Programa Mais Alimentos, que fomenta o acesso de produtores rurais a máquinas, equipamentos e veículos.
Com a ampliação da participação da Mercedes no programa, o Ministério incluiu os modelos Accelo 815 e 1016 na lista dos caminhões habilitados, além dos médios Atron 1319. “Além de estender o convênio do Accelo até 31 de dezembro deste ano, o MDA incluiu também nosso caminhão médio Atron 1319 no programa. Com isso, ampliamos o leque de veículos especialmente indicados para o transporte de cargas e produtos dentro das atividades da agricultura familiar”, diz Gilson Mansur, diretor de Vendas e Marketing de Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil
O “Mais Alimentos” abrange produtos específicos para a modernização das propriedades familiares, como máquinas e equipamentos, veículos para transporte de cargas, tratores, colheitadeiras, equipamentos de irrigação e armazenagem, entre outros.

A Sintaxe da Contingência

“O grande perigo contingencial da tecnologia é incutir no ser humano a convicção enganosa de que é onipotente, impedindo-o de enxergar sua imensa fragilidade”. Octavio Gaspar de Souza Ricardo, Professor Emérito do  Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA.
Contingência é alguma coisa que pode acontecer ou que não sabemos se pode acontecer ou não. A palavra tem conotações metafísicas e epistemológicas que deixo para os especialistas. Eles recomendam planificar antes que seja necessário, isto é: antes que sucedam problemas. Por outro lado – e sempre tem um outro lado – como já dizia o escritor Nelson Rodrigues, um plano de contingência deve ser dinâmico e permitir a inclusão de alternativas. Por isso, deve ser sempre atualizado e revisto de forma periódica.
Um plano de contingência também deve estabelecer ações para alcançar os objetivos desejados. Outro dia, em uma de minhas aulas na Universidade, expliquei aos alunos a correlação da contingência com a Teoria da Relatividade de Einstein. Ele ensinou que “tudo é relativo na relação entre espaço e tempo”. No entendimento contingencial é algo parecido. Tudo depende. Existe uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas para o alcance dos objetivos de uma organização.
Ao lado do ambiente, a tecnologia constitui uma variável independente que influencia as características dela. Além do impacto ambiental, tem o impacto tecnológico. Elas utilizam alguma forma de tecnologia para executar operações e realizar tarefas. E a tecnologia adotada pode ser tosca, rudimentar (limpeza com vassoura e escovão) ou pode ser sofisticada, avançada (processamento de dados pelo computador). A influência da tecnologia sobre as organizações é enorme, em função das seguintes situações: determina a estrutura organizacional; como técnica induz à eficiência e faz com que os gestores melhorem a eficácia da organização. Todavia, retomando o en tendimento do Professor Gaspar Ricardo, é preciso que as pessoas melhorem muito procurando reequipar a sua fragilidade técnica e interpessoal.

domingo, 25 de agosto de 2013

Livro é para sempre

“Livro: árvore de um bosque encantado que se anima ao abrir-se.” Mário Vargas Llosa, Escritor Peruano.
Explicado pelo matemático húngaro Paul Erdos, o livro é um produto intelectual e, como tal, encerra conhecimentos e expressões individuais ou coletivas. Mas, também, é um produto de consumo, um bem. E sendo assim a parte final de sua produção é realizada por meios industriais de impressão e distribuição.
Tal como a roda, o livro é uma invenção consolidada, a ponto de as revoluções tecnológicas – anunciadas e temidas – não terem meios de acabar com ele.
Editado pela Allprint, fiz chegar às principais livrarias de São Paulo o meu livro “Moinhos de Vento”. Inspirado em Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote de La Mancha, o livro trata de diversificados e complexos moinhos a remover: no meio ambiente, na gestão logística, na comunicação empresarial, nos negócios, nas políticas públicas e, sobretudo, nas relações humanas.
Mas, qual é o ganho em satisfação pessoal ao escrever para os outros lerem? – Encontrei uma bela resposta no seguinte relato do poeta inglês W. H. Auden: “Uma amiga minha, estava numa prisão para mulheres, em New York, por ter tomado parte num protesto político nos anos 70. Nesse lugar, uma vez por semana, aos sábados, as moças eram levadas para o banho. Um grupo estava sendo escoltado para lá quando uma delas, prostituta, anunciou em altos brados: “Hundreds have lived without love, but none without water!” Em Português, quer dizer: Centenas viveram sem amor, mas ninguém sem água! – Era o verso de um poema dele que acabara de sair publicado na New York Review. Auden diz que quando ouviu essa história soube que não escrevia em vão.
Mas, para que livros por aqui se temos milhares de vídeos tão interessantes? – Nossos “exemplos” estão muito distantes da sintaxe da música de Bach, da física de Einstein, da matemática de Arquimedes ou da literatura de Machado de Assis.
É preciso acabar com a pobreza e a miséria deste país. Nisso todos estamos de acordo. Mas, também,  é preciso acabar com a falta de educação e cultura; porque falta de educação e cultura também é pobreza e miséria.
Nossa pobreza e miséria cultural pode ser constatada ao compararmos Brasil e Argentina: enquanto Buenos Aires tem uma livraria em cada esquina, em São Paulo ou no Rio de Janeiro tem um bar!
Livro é como uma panela, uma colher, uma faca, uma tesoura. Uma vez inventado, fica para sempre!