quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Governadores do RJ e ES assinam carta para reforçar a importância da construção de ferrovia ligando os dois Estados

Os governadores do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, participaram hoje de uma cerimônia no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), para celebrar uma parceria para o desenvolvimento da ligação ferroviária entre os dois estados.
 
Durante o encontro, que também contou com a presença de deputados, senadores e prefeitos da região, os governadores assinaram uma Carta, endereçada ao Presidente da República, Michel Temer, reiterando a importância da instalação de um corredor ferroviário entre as cidades do Rio de Janeiro e Vitória. Em resultado da agenda, uma audiência foi marcada para a próxima terça-feira com os governadores e o presidente, quando a carta será entregue ao presidente.
 
“Vamos lutar juntos por esse projeto. Estamos falando de uma ferrovia que irá unir o potencial dos dois Estados e será fonte de desenvolvimento, com geração de emprego e renda”, ressaltou Luiz Fernando Pezão, governador do Rio de Janeiro.
 
“Acredito que temos que transformar oportunidades em ações reais. E dar o primeiro passo é fundamental nesse processo. Por isso estamos unidos por um objetivo em comum, que é o desenvolvimento da nossa região e do Brasil. Uma das principais questões que formam a base do progresso é uma logística de transportes bem estruturada”, destacou Paulo Hartung, governador do Espírito Santo.
 
Um dos principais pontos é que o traçado possibilitará o desenvolvimento da mais nova “Província Portuária do Sudeste”, com destaque ao Porto do Açu, criando uma nova alternativa logística de fundamental importância para o escoamento de cargas com origem no Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, como petroquímicos, minério de ferro, grãos e siderúrgicos, entre outros.
 
“A construção da ferrovia representa mais que uma obra de logística, estamos falando do desenvolvimento socioeconômico sustentável não apenas de uma região, mas do país. O Porto do Açu é o quarto maior porto privado do Brasil e sem dúvidas será um meio de conectar os trilhos ao mercado internacional”, ressalta José Magela, presidente da Prumo Logística.
 
"O município de São João da Barra acredita no impulsionamento que a parceria do poder público com a iniciativa privada pode gerar para a nossa região. O Porto do Açu é um exemplo de um projeto que se tornou realidade e hoje é fonte de desenvolvimento para a cidade", disse a prefeita de São João da Barra, Carla Machado.
 
O documento também foi assinado por entidades de classe, como Firjan, FINDES, Associação Comercial do Rio de Janeiro e Espírito Santo em Ação, entre outros.
 
Ligação ferroviárias
 
O desenvolvimento da ligação ferroviária entre os dois estados já estava previsto no Programa de Investimentos em Logística (PIL), lançado em 2012 pelo governo federal. Em 2015, na revisão do programa, a importância da interligação foi ressaltada e o trecho mantido. No mesmo ano foram realizadas audiências públicas promovidas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
 
Em fase adiantada de estudos e projetos, o trecho entre os dois estados terá 577 km, com bitolas larga e mista. No total, serão reaproveitados cerca de 150 km do leito ferroviária hoje existente.
 
A previsão é que sejam investidos R$ 5,5 bilhões no desenvolvimento da ferrovia entre as duas capitais (o montante será aplicado de acordo com fases que serão definidas).

Fonte http://www.portalntc.org.br/ferroviario/governadores-do-rj-e-es-assinam-carta-para-reforcar-a-importancia-da-construcao-de-ferrovia-ligando-os-dois-estados/58936

quarta-feira, 15 de novembro de 2017


O Campo de Santana, que fica na Praça da República, no Rio de Janeiro: local foi inaugurado por Dom Pedro II em 1880 e nove anos depois, a praça acabou sendo palco da Proclamação da República Fernando Frazão/Agência Brasil

A confusão é grande para muitos brasileiros quando se trata dos feriados de 7 de setembro e 15 de novembro. Independência? Proclamação da República? Afinal, o que é comemorado na próxima terça-feira (15)?

“O grito do Ipiranga” foi dado no dia 7 de setembro de 1822 pelo então príncipe Dom Pedro I. Neste dia, comemora-se a independência do Brasil da Coroa Portuguesa. Já, 67 anos, dois meses e nove dias depois, o Brasil iniciava um novo trecho de sua história.

Há 126 anos, uma estratégia político-militar desbancou o regime monárquico que tinha Dom Pedro II, filho de Dom Pedro I, como imperador do Brasil. O líder do grupo de militares republicanos, Marechal Deodoro da Fonseca, proclamou a República em 15 de novembro de 1889, na Praça da Aclamação, no centro do Rio de Janeiro – praça esta que, não por acaso, teve o nome mudado para Praça da República.

Após a Guerra do Paraguai, que acabou em 1870, o Império já vinha perdendo prestígio diante da elite econômica do país, pois o país acabou se endividando e entrando em uma crise econômica. Além disso, a igreja também estava descontente com o Império.

Outro fato que contribuiu para a queda do Império foi o movimento de uma elite intelectual que encabeçou o movimento abolicionista, que acabou com a escravidão no país um ano antes. Além disso, o fato de Pedro II não ter filhos e apenas filhas, o trono seria herdado pela princesa Isabel, que era casada com o francês Gastão de Orléans. Corria-se o risco, portanto, do país ser governado por um estrangeiro.


Para Wilson Maske, professor de história contemporânea do departamento de História da PUCPR, o principal objetivo do grupo de militares e ativistas, que envolvia nomes como Marechal Floriano Peixoto, Antônio da Silva Jardim e José do Patrocínio, era depor o governo de Pedro II e não a monarquia em si. “A República já era um fato consumado e a população acabou por aceitar o novo regime. O próprio Pedro II já havia expressado a sua admiração pela República, dizendo que, se não fosse Imperador, seria Ministro, Presidente ou professor”, contou o especialista.

Ainda de acordo com Maske, o Brasil era visto com maus olhos pelos vizinhos latino-americanos, já que era o último dos países a ter um governo monárquico. “A República foi uma consequência, já que era o regime mais moderno, adotado por todos os países vizinhos, inspirados pela independência dos Estados Unidos”, disse.
Apoio, mas não muito

Segundo o historiador, os militares proclamaram a República e não houve resistência por parte de grande parte da população, mas não por muito tempo. Quando começaram a surgir revoltas como a Guerra de Canudos, na Bahia, e, um pouco mais tarde, a Guerra do Contestado na divisa de Santa Catarina com o Paraná. “Os governos militares eram na realidade, ditaduras, e a população começa a se revoltar, pois os ideais de justiça social que foram prometidos não estavam sendo cumpridos. As revoltas têm um caráter religioso forte, com figuras fortes de liderança”, comentou Maske.

O regime republicano, na opinião do professor, se encaminha para um modelo mais democrático após a saída dos militares do poder. “Quando Prudente de Morais assume, o modelo passa a ser mais voltado para a democracia, por ser o primeiro presidente civil do Brasil”, completou.

Fonte http://www.gazetadopovo.com.br/ideias/por-que-o-dia-15-de-novembro-e-feriado-f2h6qnf22lc3pnq4auimcrynz